
Ontem eu ví um menino andando de bicicletas .
Ele andava na rua com uma alegria, desta das crianças que quando brincam são felizes.
A bicicleta tinha rodinhas . . .
Um dia tirei uma das rodinhas, outro dia a segunda rodinha e me lembro de alguns tombos, no bloco B da 114 norte, possivelmente em 1977, ou 1978.
Foi um momento mágico . . .Andar só de bicicleta , sem rodinhas!
Em alguns anos Gabriela vai fazer o mesmo exercício.
E quero estar do lado dela , segurando a bicicleta, dando a maior força.
Na verdade ela já fez um passo muito importante :de tanto engatinhar começou a dar passos,no iníco a gente até a segurava e os passos eram desastrados , com quedas e mais quedas e sempre ela se levantava.
Agora ela está quase correndo, e cada dia vai melhorando.
Já desce das camas, qualquer dia vai também subir.
Eu vi um menino correndo
eu vi o tempo brincando ao redor
do caminho daquele menino,
eu pus os meus pés no riacho.
E acho que nunca os tirei.
O sol ainda brilha na estrada que eu nunca passei.
O futuro nem ouso tentar adivinhar,são tantas incertezas e o mundo anda tão cheio de dor que a gente fica assustado.Às vezes eu até mudo o canal na hora do noticiário quando aparece notícias de crimes e maldades contra as crianças.
E aquela criança vai tentando, seu pai a apoia(no meu caso foi uma babá), para que ganhe firmeza na bicicleta, quando não percebemos, o milagre: A criança está andando só!
Não olha os obstáculos, os perigos, basta saber que tem o pai.
Da mesma forma me vejo agora não na bicicleta, mas como pai.
Meu medo é o futuro :´´a única espécie que perde metade da vida se preocupando com coisas que não acontecem´´.Somos nós.
E olho o menino da rua , o menino do passado e a menina do presente.
Pra que se preocupar com o futuro?
Agora ela dorme com sua mãe, logo teremos mais movimentos e mais alegria!E o futuro começa agora com uma enorme gratidão a Deus por tudo o que aconteceu, acontece e acontecerá.
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