Minha esposa está quase no terceiro mês de gravidez, e está passando por uma situação muito difícil com as agruras da gravidez. . .
De vez em quando eu preciso sair com você minha filha, que com seus dois anos não deixa ninguém quieto em casa, e fomos para uma festa, domingo de carnaval.
É o aniversário do Luiz Paulo, chegamos cedo, você no início tímido, no meu colo.
Em pouco tempo já está correndo.
As pessoas vão chegando e chega seu padrinho.
Você começa a correr com ele.
Quanta energia e quanta vontade de brincar.
Eu escuto seu grito, uma queda e o seu bracinho ralou no concreto.
Pego você no colo e percebo muito sangue em seu braço.
Você não chora, seu padrinho traz um guardanapo.
Coloco em seu braço e peço a você para segurar.
Voltamos para casa, você me fala: ´´Papai, o dodói. . .´´.
Pode ser uma besteira, mas faz a gente pensar em mil coisas. . .
´´Não consegui evitar isto, poderia quebrar o braço . . .´´.
Ainda bem que seu anjo da guarda é sempre atento.
Deixo-te em casa, e antes de ir a farmácia eu ligo para minha mãe, que me passa o ´´Kit menina travessa´´.
Faço o curativo.
Você chora . . .
No outro dia você me mostra o dodói, pede um beijo.
O dodói vai sarar,e não vai deixar nem cicatriz.Só no pai . . . .
E a vida segue, desta vez mais bonita, pois caminho com um anjinho de dois anos e me preparo para receber outro.
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